
Q1
Um cilindro de de área de seção transversal contém um gás ideal confinado em seu interior. Em cima do pistão do cilindro é colado um bloco de N de peso. Na Figura 1, a distância do pistão à extremidade fechada do cilindro é de cm. Invertendo-se a posição do cilindro, conforme mostra a Figura 2, verifica-se que a distância do pistão à extremidade fechada do cilindro passa a valer cm.
Dados:
- constante universal dos gases: ;
- temperatura do gás: .
Observações:
- desconsidere a área de contato do bloco;
- considere a temperatura do gás constante.
Diante do exposto, calcule:
- a pressão atmosférica no local da experiência;
- as pressões do gás em cada uma das situações das figuras;
- o número de mols do gás no interior do cilindro.
Q2
A figura ilustra um plano inclinado fazendo um ângulo com a horizontal. O plano encontra-se dentro de um tanque contendo água, onde também estão um bloco de massa e uma mola de constante elástica , inicialmente relaxada. O bloco parte do repouso a uma distância da mola. Na primeira metade do percurso, não há atrito. Após essa parte, a superfície do plano passa a apresentar atrito. Ao atingir a mola, o bloco passa a mover-se solidariamente a ela.
Dados:
- aceleração da gravidade: ;
- massa do bloco: ;
- volume do bloco: ;
- coeficiente de atrito cinético entre o bloco e a superfície: ;
- constante elástica da mola: ;
- distância ;
- massa específica da água: ;
- .
Observação:
- com relação à água, considere apenas a força de empuxo.
Considerando a situação descrita, determine:
- o módulo da velocidade do bloco ao alcançar a superfície com atrito;
- o módulo da velocidade do bloco ao atingir a mola;
- a máxima compressão da mola.
Q3
Fios infinitos no plano são paralelos ao eixo e conduzem correntes elétricas nos sentidos desenhados na figura de tal forma que o módulo do campo magnético na superfície de uma chapa metálica de carga total nula seja aproximadamente , onde e são constantes positivas.
A chapa movimenta-se com velocidade constante na direção mantendo-se no plano e induzindo assim o deslocamento de elétrons livres na chapa até que campos elétricos estacionários ao longo do eixo sejam criados para que o equilíbrio eletrostático seja alcançado.
Dados:
- largura da chapa: ;
- ;
- velocidade da chapa: , no sentido positivo de ;
- correntes nos fios: ;
- distâncias dos fios ao eixo : ;
- posições dos fios: à esquerda do eixo;
- permeabilidade magnética do meio: .
Diante do exposto e justificando todas as respostas, determine:
- para que lado da chapa (direito ou esquerdo) haverá maior deslocamento de elétrons;
- a expressão do módulo do campo elétrico induzido na chapa no equilíbrio eletrostático em função da posição ;
- o módulo da diferença de potencial elétrico entre as posições e ;
- a relação entre a constante (campo magnético em ) e as correntes e distâncias listadas nos dados acima.
Q4
Em uma experiência de campo, um observador parado estuda o movimento de um veículo que se aproxima em sua direção. De tempos em tempos, o veículo emite simultaneamente um sinal acústico de frequência e um sinal luminoso. No instante , o observador detecta um sinal luminoso; no instante , detecta o sinal acústico correspondente com uma frequência . No instante , o observador detecta outro sinal luminoso; no instante , detecta o sinal acústico correspondente com uma frequência .
Dados:
- ;
- ;
- ;
- ;
- ;
- ;
- ;
- velocidade do som: .
Observação:
- a velocidade do veículo não sofre variações abruptas.
Para o intervalo de tempo , determine:
- a velocidade média do veículo;
- a aceleração média do veículo.
Q5
Um laboratório deve ser mantido refrigerado a certa temperatura e recebe fluxo de calor incidente no teto, sendo que o piso se encontra idealmente isolado. O fluxo de calor em cada parede lateral é tomado como metade daquele recebido pelo teto. O funcionamento do maquinário no interior do laboratório juntamente com a carga térmica relativa aos técnicos está estimado em 25% do fluxo de calor relativo ao teto mais paredes. Um técnico estima que o custo por jornada de 8 horas referente ao acionamento elétrico do aparelho de condicionamento do ar desta instalação é aproximadamente R$ 40,00.
Dados:
- temperatura de projeto no interior do laboratório: ;
- temperatura do ambiente externo: ;
- dimensões do laboratório: ;
- fluxo de calor incidente no teto do laboratório nas condições de projeto: ;
- razão entre o coeficiente de desempenho do aparelho de ar condicionado e o do refrigerador de um ciclo de Carnot: ;
- custo de energia durante o acionamento do compressor do ar condicionado: R$ 0,70 por kWh.
Baseado nos dados listados e em uma análise termodinâmica do problema, avalie o custo e conclua se a estimativa do técnico está adequada, subestimada ou superestimada.
Q6
Duas esferas condutoras A e B, inicialmente isoladas, com cargas positivas e e raios e , são ligadas por meio de um fio condutor ideal e longo. Depois do sistema entrar em equilíbrio eletrostático, outro fio condutor, com pequena resistência elétrica, é conectado à esfera B no instante e o sistema é aterrado, conforme mostra a figura acima à esquerda. Durante o período em que o sistema permanece aterrado, circula pelo fio condutor de aterramento a corrente variante com o tempo mostrada no gráfico à direita. Em , o fio de aterramento é desconectado e, depois do sistema entrar novamente em equilíbrio eletrostático, o fio condutor que conecta as duas esferas é retirado.
Dados:
- carga da esfera A: ;
- carga da esfera B: ;
- raio da esfera A: ;
- raio da esfera B: ;
- corrente : ;
- corrente : ;
- instante de tempo : ;
- instante de tempo : .
Diante do exposto, determine:
- a densidade superficial de carga de cada esfera depois que são conectadas e antes do aterramento;
- a soma das cargas das esferas A e B após o fio de aterramento ter sido desconectado em ;
- a carga da esfera A depois do fio condutor que conecta as duas esferas ter sido retirado.
Q7
O guindaste da figura é montado com o auxílio da barra vertical BD, das barras horizontais AB e BC e das barras inclinadas AD e CD. O apoio A resiste a forças horizontais e verticais, enquanto o apoio B resiste apenas às forças verticais. Sabe-se que a reação normal no apoio B é kN de baixo para cima e que são aplicadas forças externas indicadas nos pontos C e D.
Observações:
- as barras são rígidas e possuem massa desprezível;
- a força P no ponto D é horizontal e a força de kN no ponto C é vertical.
Na condição de equilíbrio, determine:
- a força horizontal P;
- o módulo da reação no apoio A;
- a força atuante na barra AD, discriminando se é de tração ou compressão.
Q8
Uma fibra ótica tem uma seção transversal de espessura e possui o formato mostrado nas figuras, onde a curva externa é um arco de de circunferência de raio e a curva interna é um arco de de circunferência de raio . Considere duas situações: na situação da Figura 1, um raio de luz entra na fibra tangenciando a curva ; na situação da Figura 2, um raio de luz entra na fibra tangenciando a curva por dentro.
Dados:
- índice de refração no interior da fibra: ;
- índice de refração do meio externo à fibra: ;
- velocidade da luz no vácuo: .
Observação:
- em ambas as situações o raio de luz incide perpendicularmente à superfície da fibra.
Considerando as duas situações, determine:
- o menor valor de , em função de e , de forma que o raio de luz mostrado na situação da Figura 1 fique confinado e não escape da fibra na primeira incidência na curva ;
- o tempo de viagem do raio de luz confinado à fibra na situação da Figura 2.
Q9
As figuras ilustram dois circuitos. O Circuito 1 possui oito nós, numerados de a , quatro resistores e apresenta algumas medidas realizadas por voltímetros e amperímetros, inclusive a corrente entre os nós e . Já o Circuito 2 possui duas baterias de V, três resistores idênticos e um circuito que é ajustável de forma que por ele circule a mesma corrente indicada no Circuito 1.
Determine as correntes , , e do Circuito 2.
Q10
Um sistema automático de defesa contra um determinado tipo de blindado inimigo é instalado próximo a um morro, como mostra a figura. Nesse sistema, um observador comanda o disparo de um morteiro que se encontra escondido atrás desse mesmo morro, com base na imagem do blindado obtida através de uma lente convergente especial. O observador realiza duas medidas do tamanho da imagem do blindado em instantes diferentes e utiliza esses valores para calcular o instante de disparo do morteiro.
Dados:
- distância focal da lente do observador: ;
- altura do morro: ;
- altura do blindado inimigo: ;
- distância horizontal entre a lente e o topo do morro: ;
- velocidade de disparo do projétil: ;
- intervalo de tempo entre as medidas dos tamanhos das imagens: ;
- tamanho da primeira medida da imagem invertida: ;
- tamanho da segunda medida da imagem invertida: ;
- aceleração da gravidade: .
Observações:
- o blindado e o morteiro estão na mesma horizontal;
- para efeito de cálculo do ponto de impacto do projétil, use o chão como referência.
Sabendo que o blindado se desloca com velocidade constante em direção à lente do observador e que o projétil atirado pelo morteiro atinge seu ponto máximo na trajetória exatamente no pico do morro, determine:
- a que distância horizontal do pico do morro o morteiro deve ser posicionado;
- as distâncias entre o blindado e a lente nos momentos das duas medidas;
- a velocidade do blindado;
- o intervalo de tempo depois da segunda medida de imagem para que o disparo seja realizado e possa atingir o blindado.